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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Carlos Abreu Amorim

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Sempre achei enternecedora a relação entre os militantes do partido das facas longas. Rui Rio não vota em Menezes no Porto porque acha que ele iria destruir todo o seu trabalho. Rio acha que Menezes fez pior a Gaia do que o pêésse ao país. Mas manda a verdade que se diga: Vila Nova de Gaia é mesmo o município mais endividado do país.
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Já o candidato pelo pêpêdê à Câmara de Gaia é Carlos Abreu Amorim. Ele acha que o trabalhinho do Menezes foi tão bom, mas tão bom, que o seu slogan de campanha é “Gaia não pode parar”. Nem mais.
Carlos Abreu Amorim tornou-se conhecido como blogguer no Blasfémias, paineleiro na TV, num programa de comentadeiros do regime e por tuitar bacoradas racistas a propósito do futebol. Já foi da extrema-direita e depois foi por aí acima, sempre fiel aos seus princípios: a seguir foi do CDS, depois do partido de Manuel Monteiro (partidinho e figura que, segundo o insuspeito 31 da armada, “corporizam a estupidez e a falta de ideias em política “ e agora é do pêpêdê, essa coisa também esperta. Aí fez-se eleger deputado por Viana do Castelo.
Agora quer ser presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.
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Não sei onde Gaia vai parar. Todavia, como os seus eleitores já elegeram repetidamente Luis Filipe Menezes, não me admirava nada que fosse para o caralho.

Quanto a Amorim, esse, é imparável. Dada a conhecida generosidade dos eleitores de Gaia, de Viana e do país em geral, não me admira que ainda vá a presidente da república. Ou mais além. 
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terça-feira, 9 de abril de 2024

O (novo) secretário dos assuntos “pralamentares”


 

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O novo secretário d'estado dos assuntos parlamentares não é novo. Aliás como o governo. (num país que vive, como se sabe, num regime de alterne, um novo governo é sempre uma espécie de versão mais ou menos refrescada do anterior).

Digamos então que Carlos Abreu Amorim é assim um rapaz da minha idade. Para as crónicas mais amáveis ele é um sujeito polémico; para as outras é apenas um gajo tóxico. Tudo isto porque tem por costume tuitar bacoradas racistas a propósito de tudo e de umas botas.

Eu cá acho, no entanto, que Carlos Abreu Amorim é um sujeito dotado do mais requintado, equívoco, retorcido, talvez perverso (ou pervertido) ou apenas desmiolado, sentido de humor.

Eu explico. Na página onde explana com fulgor e panache todo o esplendor da sua visão imbecil da vida, @cabreuamorim usa sans soucis (isto é, sem jamais me ter pedido amável autorização ou sequer me ter perguntado cortezmente quanto custa) a caricatura que lhe fiz, e que editei aqui, em 2013. Presumo que, sendo ele representante eleito de uma classe que tanto preza a sacro-santidade do direito à propriedade privada, isto configure algo que lhe é muito grato e que os marxistas chamam, com propriedade, apropriação primitiva (Proudhon chamava-lhe, mais sucintamente, um roubo).

Devo sublinhar que isto não me choca nem um bocadinho; nem considero sequer que seja um abuso intolerável. Eu gosto de partilhar. Sempre votei nos comunistas.

Mas acho delicioso - impagável - que ele se reveja tanto nesta caricatura que tenha feito dela o seu emblema. Isso sim, ninguém me tira.

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