terça-feira, 7 de julho de 2026
sexta-feira, 3 de julho de 2026
terça-feira, 30 de junho de 2026
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domingo, 21 de junho de 2026
sexta-feira, 12 de junho de 2026
David Hockney (1937-2026)
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Como já referi aqui, penso que o deleite estético como experiência sensorial proporcionada pela arte contemporânea é como o orgasmo da frigidez: fingido, snob e por sugestão auto-induzida; só se "chega lá" através de vasta literatura anexa.
Mas David Hockney não pertence a esta tradição.
Ao contrário de Marcel Duchamp, David Hockney não é um filósofo que questiona a arte, é um artista que questiona a vida.
Ao contrário de Duchamp (e dos seus herdeiros), Hockney não tem pruridos com o prazer retiniano nem com o labor oficinal.
Ele é um dos últimos de uma longa linhagem de artistas para quem o acto de ver é tão fundamental como o de fazer; e é isso que ele faz: observa e faz, dá a ver. Para isso serve-se, com as mãos ambas, de todas as técnicas tradicionais conhecidas e até de tecnologia de ponta.
A sua obra é um imenso prazer para a vista; um espectáculo de petites sensations fundamentais, como sentir e raciocinar. Ou seja, é um privilégio para a inteligência.*
David Hockney morreu ontem, “pacificamente, em casa, a 11 de Junho, um mês antes do seu 89º aniversário".
*Este texto é de 2012, tal como o desenho.
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terça-feira, 2 de junho de 2026
sexta-feira, 29 de maio de 2026
segunda-feira, 18 de maio de 2026
domingo, 17 de maio de 2026
João Abel Manta (1928-2026)
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João Abel Manta morreu; aos 98 anos. Trata-se de um artista visual cuja obra monumental e multifacetada tem uma dimensão que não cabe num obituário. Era filho único do pintor Abel Manta e da pintora Maria Clementina Carneiro de Moura. Em 1971 auto-retratou-se, como sempre “com traço limpo e maneirinho”, com o seu amigo José Cardoso Pires em demanda do burro-em-pé. A verdade porém é que João Abel andou toda a vida nessa peregrinação; quase sempre sozinho - “circulando entre os dedos espetados, alçapões e sinais de alto lá que povoam a comarca e suas regedorias”. Toda a sua vasta e diversificada obra é uma crónica, “em papel público”, disso mesmo. Desenhou selos e cartazes, cenários e tapeçarias, painéis de azulejos e padrões de calçada portuguesa, edifícios e caricaturas.
E fez-se cartunista - primeiro contra a ditadura e depois pela revolução. Após a morte desta, e de seu pai, dedicou-se finalmente à pintura. "Nestas obras pratico uma inocente pintura a óleo sobre tela, […] para explicar a quem interesse o que penso do mundo e das coisas do passado e do presente", diz que disse.
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