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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Nós os ricos, táver...


 

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"Vamos ter residências todas renovadas que, daqui a cinco anos, vão estar todas degradadas. Quando metemos pessoas de rendimentos mais baixos a beneficiar do serviço público, sabemos que se deteriora. É assim nos hospitais e nas escolas públicas". Fernando Alexandre, ministro da educação e do ensino superior.

Este discurso, de um classismo sofismático armado aos cágados, é um atavismo reaccionário profundamente português. Nem sequer é um pensamento político - apenas o reflexo de um sentimento generalizado; uma falta de consciência política que culpabiliza os pobres pela pobreza e interioriza que “ter rendimentos mais baixos” é um anátema insuportável.

O que o torna patético é ter sido proferido em público pela cândida imbecilidade de um gandarês que nasceu na Gafanha da Nazaré, já aviou copos numa discoteca em Quiaios, tem responsabilidades políticas e fala com a presunção suficiente e petulante de nós os ricos, táver...

É mais um cromo para o rosto hediondo da javardice.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

A luta contra a corrupção está ao rubro


 

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Depois de uma longa e apurada averiguação preventiva à empresa da família do senhor Montenegro, a arquivadoria-geral da republica deliberou que afinal está tudo nos trinques: o senhor Montenegro pode continuar a perpetrar seja lá o que for que está a tentar.

Esta tudo bem assim e nem podia ser de outra maneira, terá suspirado o procurador Amadeu Guerra depois de muito procurar e não achar e antes de dizer - arquive-se.

A luta contra a corrupção continua. É uma guerra. Não é para meninos, amadeu.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Le jour de gloire est arrivé. ..


 

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Nicolas Sarkozy vai publicar as memórias dos seus vinte dias na prisão de La Santé.

A sua editora, a Fayard, que integra o grupo mediático controlado pelo multimilionário de extrema-direita Vincent Bolloré, anunciou que “Diário de um prisioneiro” têm 216 páginas. Onze páginas por cada dia de detenção. O que, segundo alguns pode parecer excessivo mas talvez seja compreensível porque, segundo esta pérola divulgada como ante-visão, “Na prisão, não há nada para ver e nada para fazer” e fora da prisão há mercado para tudo.