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sábado, 2 de novembro de 2013

O general de três estrelas Bento dos Santos Kangamba ou o empreendedorismo castrense.

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Em Portugal, o governo e a sua maioria acabam de aprovar o orçamento de estado para 2014. Em dia de finados. Decerto com a satisfação do seu presidente.
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Mas em Angola, o chefe de estado, no seu discurso do estado da nação apresentou, num anedótico linguajar pseudo-marxista, a mais indigente e repugnante auto-justificação para a cleptocracia infame de que é o regedor. Santos defende o direito dos locais à acumulação primitiva da riqueza - à apropriação. Nem mais. É o que ele próprio, a sua vasta parentela e apaniguados fazem. À força toda.
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Este país, que durante anos a fio praticou metodicamente uma guerra fraticida, hedionda e interminável nunca viu. paradoxalmente. nenhum dos seus generais procurado por um tribunal internacional. Após a guerra, em tempo de paz, a classe dirigente ex-marxista (era o marxismo esquemático) converteu-se aos negócios e ao enriquecimento enfim, à apropriação da riqueza, o capitalismo primitivo.  Em plena impunidade. Ninguém os leva presos. Porque eles também comandam as polícias, integram as magistraturas e as chancelarias. Em Angola existe um fenómeno sociológico único no mundo: não há milionário que não seja (ou tenha sido) general. Pode-se mesmo dizer que Angola deu ao mundo o empreendedorismo castrense.

Bento Kangamba é um general (de três estrelas) e empresário que pertence à família real do reino da Matamba (é sobrinho por afinidade do presidente vitalício) e tem interesses em quase todo o mundo conhecido e arredores, incluindo Portugal. Pois bem, Bento dos Santos Kangamba está a ser procurado pela interpol para ser julgado por um tribunal brasileiro, curiosamente não pela sua actividade militar mas sim empresarial. Bentinho é acusado de estar por trás de uma rede de tráfico internacional de mulheres e diamantes.
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Bem sei que Bentinho dos santos também trafica influências e o seu processo prescreverá para além das calendas gregas ou será concerteza ilibado de todas as acusações.
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Não há justiça neste mundo, nem em Angola. Nem no seu parceiro de negócios, Portugal – neste país, o general que também é empresário e procurador-geral da república de Angola foi ilibado em Junho do envolvimento num processo de branqueamento de capitais – e nem sequer já há esperança.
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Sem justiça nem esperança só me resta o escárnio.
É isso que ainda me vai dando algum alento para lhes ir fazendo o retrato. Este é mais um rosto da classe dirigente.
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2 comentários:

platero disse...

sugestáo para um desenho
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O TAL NATAL

POR DECRETO DE MADURO
QUEM SABE SE O CARNAVAL
EM CALENDÁRIO FUTURO
NÃO PEGA COM O NATAL

abraço

cid simoes disse...

Caro Platero. A distorção desta notícia exemplifica o que há de mais canalha na intoxicação social a que estamos sujeitos. O Presidente Maduro disse que deviam antecipar as "festas natalícias", e a contra-informação fez circular que o Natal na Venezuela passava a ser em Novembro.E assim se achincalha um país e se engana o mundo.