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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ataídão e o direito napoleónico ou a democracia à porta fechada

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O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz João Ataíde, re-eleito com maioria absoluta nas últimas eleições autárquicas, resolveu recorrer “à lei e à necessidade de reserva que alguns assuntos merecem” para interromper uma prática que vigorava na autarquia desde 1974.
Assim, a maioria absolutamente sucialista recém-eleita aprovou, com a cúmplice abstenção de dois imbecis eleitos plo pêpêdê (e a ausência de outro) que os jornalistas e o publicozinho em geral só poderão assistir à segunda reunião camarária de cada mês.
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Ou seja, pela primeira vez em democracia, os assuntos públicos passam a ser tratados em segredo. À porta-fechada.
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O meu amigo António Agostinho, sempre atento e preocupado, receia que a maioria se prepare para não trazer para as reuniões de Câmara os assuntos mais importantes para os figueirinhas. “Se não fosse para manter alguns dossiês longe dos holofotes e do conhecimento público porquê tanta preocupação com o secretismo por parte do presidente João Ataíde?" interroga-se ele.
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Ai AgostinhoEntão não querias o mal-menor? - Aí o tens, homem de pouca fé. O sucialismo demucrático. No seu esplendor. E a partir de agora, em “huis closEm câmara ardente, homem. 
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O prublema, caro Agostinho, é que o nosso juiz, (formatado naturalmente numa cultura jurídica enformada pelo direito napoleónico), pelos vistos não concede - como presidente da câmara do conselho - estatuto de parte interessada ao publicozinho
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Ai Agostinho, olha no que dá o pobo pôr os obos todos no mesmo cesto, home
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1 comentário:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Nem o Isaltino chegou a esse desatino...