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sábado, 4 de junho de 2011

REFLEXÃO




“Fiquem tranquilos os poderosos que têm medo de nós: nenhum humorista atira pra matar". Millôr Fernandes

.Em dia de reflexão, ofereço-vos um retrato de João Proença, o secretário-geral (ou lá o que é) dessa coisa informe e gelatinosa que é a auto proclamada União Geral de Trabalhadores, organização sui-generis de trabalhadores que subscreve sempre, assinando de cruz e com as mãos ambas, as mais descabeladas propostas patronais. Proença também é secretário do partido sucialista, essa coisa gelatinosa e em forma de assim que governa o país há um ror de anos e assinou, também de cruz e com as mãos ambas, e os pés, um memorando em inglês com uma Troyka internacional de prestamistas (Salazar, que era o estafermo que sabemos mas falava fluentemente várias línguas, algumas delas mortas, jamais assinaria tratado ou protocolo que não estivesse redigido em português). Proença é um vulto do regime cujo pensamento político preclaro (!) o leva a soltar pérolas que têm o mérito de decidir a intenção de voto de muitos, como o meu amigo Agostinho.

.O espectro político-partidário português é, como dizer, lusitano, ou seja, sui-generis. Senão vejamos: há um partido centrista que é de direita; há um social-democrata que é liberal; há um socialista que é conservador; há um de extrema esquerda que é social-democrata. Depois há uma data deles que não são coisa nenhuma, nem parecem. Só existe um que é mesmo o que diz ser: o comunista. É mesmo comunista. Nem parece português.

Digamos que o meu campo ideológico natural (eu sou desprovido de convicções, sou mais de percepções, ou sensações) situa-se algures à direita de Robespierre e à esquerda de Saint-Just, ou vice-versa, já não sei bem. Em todo o caso é nesse juste-milieu que penso que está a virtude, que é o terror dos inimigos da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.
Eu sou um filho deserdado e céptico dos ideais da revolução francesa. Não acredito na fraternidade entre desiguais. Penso que colocar seres diferentes em liberdade no mesmo espaço não é criar uma república de cidadãos; é potenciar a lei da selva.
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Amanhã, enquanto o bom povo escolhe um líder (como se o rebanho pudesse escolher o pastor) os cidadãos como eu vão escolher representantes.
Eu vou votar nos únicos que se propõem fazer algo efectivo contra a lei da selva e a favor da igualdade, sem a qual não acredito na liberdade. Muito menos na fraternidade.
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Quanto a Proença e quejandos, que não tenham medo.
Ao contrário de Robespierre e Saint-Just, eu não atiro pra matar. Só pra aporrinhar.
E voto CDU. Pra lhes mijar no cu.

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3 comentários:

Rogério Pereira disse...

Voto eu
Votas tu
Votamos na CDU

(ainda hei-de ver o Proença
num governo de competências
premiando eficácias e eficiências)

joana padrel disse...

Aporrinhar! Lindo!

cid simoes disse...

Isto não está para risadas mas ao chegar ao final do escrito saltou-me uma gargalhada das antigas e não consigo parar de rir.

Que salutar irreverência!