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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Jacques Brel


Jacques Brel, (1929-1978) é da geração de meus pais.
Mas não envelheceu.
Soçobrou à geração adolescente que se lhe seguiu.
Alguns émulos dessa cultura arrastam-se por aí, ainda, como patéticos adolescentes envelhecidos.
Jacky morreu fez ontem trinta anos e agora andam a leiloar-lhe os pertences. Enfim, as pratas e os papeizinhos, os recuerdos.
Em tempo de crise, o mercado não dorme.
Há que investir em “activos que não desvalorizem”(!).
O manuscrito do Amsterdam, por exemplo, atingiu uma soma pornográfica.
A viúva acha sórdido.
A Srª Brel sabe que seu marido está vivo.
O mercado é que (como sempre e em tempos difíceis) se torna necrófago.
Nada que o grand Jacques não tivesse previsto, aqui.
Podeis também vê-lo aqui, em "Ces gens lá".

O boneco desenhei-o ontem, à noite, quando soube da efeméride e do necrófilo leilão.

4 comentários:

Afectos disse...

como mulher desenhava-o de outra maneira.sabendo no entanto no homem que era ou não era.

PDuarte disse...

quando vou ao blog do pedro vieira e depois venho a este concluo:
lisboa é mesmo longe daqui.
não sei me fiz entender.

Fernando Campos disse...

Receio que não. Mas deduzo que nos pode elucidar, caro PDuarte.

PDuarte disse...

ok
a qualidade dos seus cartoons comparados com os de gente mais famosa, se morasse em lisboa, o fernando campos teria outra visibilidade.
não tenho dúvidas.