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tudo o que sei da
moral e das obrigações dos homens, devo-o ao futebol
Albert Camus
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Johan Cruyff foi, talvez, o melhor jogador de futebol de todos os
tempos – era ele o engenheiro da
famosa laranja mecânica e do F. C. Barcelona. E também um dos seus melhores teóricos,
e treinadores.
Para ele o jogo joga-se com o cérebro (os pés só servem para apontar
os golos) e em equipa. O futebol de Cruyff celebrava ousadamente a beleza, o
improviso, a imaginação, a alegria de jogar e o prazer colectivo.
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Cruyff é também autor de algumas frases cuja eminente verdade
desconcertante é de difícil contestação e que são como que metáforas para a
vida. Como esta por exemplo: "o futebol é um jogo de erros. Aquele que fizer o menor erro, vence"; ou esta: "toda a desvantagem tem a sua
vantagem". Ou então esta: "o acaso é lógico".
Cruyff não acredita em Deus:
“Em Espanha, todos os 22 jogadores fazem o sinal da cruz antes de entrar no
campo. Se funcionasse, seria sempre empate."
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Johan Cruyff trava presentemente uma dolorosa luta pela
vida, contra o cancro - que ele retrata com uma metáfora de futebol: “Sinto-me como se estivesse a ganhar por dois
a zero ao intervalo. Mas sinto que vou vencer no fim”.
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Há dias, Leonel Messi e Luis Suarez apontaram um penalty a meias, à Cruyff, celebrando e homenageando a ousadia, o desassombro e o inconformismo do seu velho mestre.
O futebol é mesmo como a vida. Pode ser a miséria nefanda,
rotineira e mercenária que se vê todos os dias na televisão; mas também pode
ser algo magnífico, generoso e belo, que realmente valha a pena pelo simples prazer
do jogo. Mas é mais raro.
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