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quarta-feira, 22 de julho de 2009

A pedagogia do riso



neste post me pronunciei sobre questões que dizem respeito ao humor gráfico.
Volto ao assunto instado por este encantador comentário do distinto vereador Vaz a um postal do meu amigo António Agostinho, no seu blogue outra margem.
O ilustre vereador tem a percepção errada de que o meu humor poupa todos, menos o seu candidato. Quanto a isso, sugiro a consulta do arquivo deste blog ou as etiquetas “Caricatura” e “Album Figueirense”.
Resta-me apenas esclarecer o nobre vereador e o seu candidato, ou outros, que o papel do humor numa democracia não é “abater alvos”. Deduzo, no entanto, que se têm necessidade que lho explique, decididamente nunca o irão entender.
O que é lamentável também é sintomático.
E tristemente revelador.
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Apraz-me registar a novidade do ênfase "igualitário" no discurso do partido socialista. É uma lástima que tal se reduza ao meu humor, mas não deixa de me deixar honrado que este seja reivindicado com vista a uma distribuição equitativa.
Presumo que deve ser isto a “consagração”.
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2 comentários:

nelson fernandes disse...

O ultimo post do vereador Vaz é imperdível.Uma verdadeira biografia.Conta uma história da carochinha (vermelha), confessa-se "comunista" até aos 14 anos (eu por essa altura fazia coisas mais interessantes mas enfim...), e como o "comunismo" é uma questão de fé passa para a igreja. Informa-nos que só tem cabeça quando usa chapéu. E como isso não está na moda é coisa que não usa. Não há nada como po-los a falar. Lá se vai o verniz da "modernidade" e lá volta o bolor do preconceito.

João Miguel Vaz disse...

O Nélson Fernandes leu mal o post que publiquei. Não pertenço a nenhuma igreja nem religião. Aos 14 anos não era comunista nem poderia ser! E na altura fazia coisas muito mais interessantes do que Nelson imagina...
E para falarmos de "bolor" nada melhor que relembrar que não sou eu que está há quase 30 anos sentado na Assembleia Municipal, pelo mesmo partido,defendendo as mesmíssimas posições de sempre, não dando espaço aos mais novos. Há alguém no PCP local para além do Nelson, da Silvina Queiroz e de mais duas ou três pessoas? Quem são ? O que fazem ?

"Esqueceu-se" de comentar o resto do post....é pena !
Deixo-o aqui:
http://figueiranafoz.blogspot.com/search?q=chap%C3%A9u

"Quando entro na igreja tiro o chapéu, mas não tiro a cabeça".

A professora pergunta às criancinhas: "Onde é que vivem as crianças mais felizes do mundo?".
E todos respondem em coro : "Na União Soviética".
"E onde é que as crianças tem todos os brinquedos que quiserem e todos os chocolates e doces que lhes apetecer?".
"Na União Soviética!", respondem novamente as crianças.
"E onde é que as crianças crescem saudáveis e alegres, e seguras em relação ao futuro?", continua a perguntar a professora,
"Na União Soviética"... de repente ouve-se uma menina a chorar.
"Porque é que estas a chorar?", pergunta a professora.
"Quero ir para a União Soviética", responde a menina.

Confesso que até aos catorze anos (1985) tinha algum fascínio pela União Soviética e pelo comunismo. Até que compreendi a grande mentira em que viviam as pessoas que acreditavam no comunismo. Parte dessas pessoas mudaram de opinião após 1990, aperceberam-se rapidamente que os povos de leste viviam numa enorme prisão. Outros permaneceram indiferentes ao falhanço da ideologia. "Normalizaram" a brutal repressão dos regimes comunistas sobre os seus próprios cidadãos, racionalizaram a STASI, a SECURITATE...etc. Ignoraram o descalabro económico e ambiental (ainda hoje os ex-países de leste são recordistas de doenças cancerígenas e associadas à má qualidade do meio ambiente) provocado por uma ideologia concentracionária, burocrática e cega, e que tal como o capitalismo procurava maximizar a produção industrial a todo o custo.
Nos ex-países de leste quarenta anos de "excelente educação" resultaram em muito pouco: os países mais corruptos da Europa são aqueles em que o comunismo imperou de 1945 a 1990: a Bulgária e a Roménia. A Rússia é hoje uma quasi-ditadura, e todos os outros países ex-comunistas vivem sob regimes pouco democráticos.
E recorde-se, porque a memória é curta, o partido comunista português sempre apoiou as ditaduras de partido único dos países de leste. Ainda hoje os modelos do PCP são a Coreia do Norte, a China....regimes pouco democráticos, alguns muito neo-liberais onde existe um capitalismo esmagador.
O comunismo é uma questão de fé !

Diz-se pela blogosfera que apoio um determinado candidato.
Só apoio, seja quem for, depois de conhecer o programa , os nomes das pessoas que integram a lista... não costumo votar numa sigla única nem em dogmas.
Como se costuma dizer:
"Quando entro na Igreja tiro o chapéu, mas não tiro a cabeça".