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domingo, 19 de julho de 2009

Dois-tiros-dois certeiros



Há dias assim, faz-se de manhã uma revista da imprensa e depara-se com duas demolidoras investidas contra a nanificação geral das consciências.
Uma delas foi mais uma proeza de João Carlos Costa, o atirador figueirense. Nada que espante, mas consola. Sim, porque apesar do triste fim da carreira de tiro municipal e de sofríveis condições de treino, o atirador continua a acertar. Basta ter talento e cabeça fria.
A outra é esta. Eu não sei quem é Ivete Carneiro mas com esta sucinta e notável reportagem ela demonstra que, apesar de um sabujo estatuto do jornalista que transforma o repórter num amanuense que faz resumos de press-releases fornecidos por agências de comunicação, ainda é possível escrever bem em português aliando a inteligência ao humor e ao rigor da verdade dos factos. Basta ter talento e uma certa coragem; sim, porque suponho que não seja fácil…
Há dias assim: cada tiro, cada melro.
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