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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Gonçalo Ribeiro Telles no país onde o absurdo faz sentido

 As árvores não embelezam apenas a cidade. 
Constituem o seu órgão vital. 
Uma cidade sem árvores nem jardins não passa de uma necrópole
Gonçalo Ribeiro Telles
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Portugal é o país europeu com mais “área ardida”. Somos os campeões europeus da terra queimada. Isto não é, receio, mais uma táctica defensiva que nos há-de levar à vitória. Trata-se, pelo contrário, do efeito visívelmente desastroso de uma opção idiota (este género de opções nunca dão resultados brilhantes) - a política do eucalipto:"desde uma campanha de 1930, que visava arborizar o país com pinheiros e eucaliptos para aumentar o Produto Interno Bruto, que a mata tradicional portuguesa começou a ser prejudicada", diz Gonçalo Ribeiro Telles.
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Este senhor também acha que não pode haver “exploração do solo sem desenvolvimento rural”. Eu também. Só que para isso seria necessário uma verdadeira, que digo eu, revolução. Ou pelos menos sei lá, uma autêntica reforma agrária. Isto sou eu a dizer, claro.
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A verdade porém é que a Portugal nunca faltaram homens bons e sábios, como Gonçalo Ribeiro Telles. O problema é que num país povoado por uma maioria esmagadora de idiotas eles são vistos, e tratados, como pobres lunáticos.
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"Tanto território ardido não faz sentido num país que tem um Estado", diz ele. Eu também acho. A não ser que esse estado também seja governado por cretinos ou por criminosos; ou por criminosos cretinos. Aí sim, bate tudo certo, a bota com a perdigota.
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1 comentário:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Este teu texto fechará amanhã o meu tema Fogos & Negócios...