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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Épi berdei tu iú


A República faz cem anos.
Ninguém diria. Está tudo como dantes, no quartel de Abrantes.
A mesma iníqua distribuição da riqueza.
A mesma iníqua administração da justiça.
O mesmo analfabetismo funcional generalizado.
O mesmo atraso estrutural. A mesmíssima choldra.
Só que agora os tugas são mais numerosos. Se, em 1910, eram cinco milhões, agora são dez.
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Contudo, este milagre da multiplicação dos portugueses (que representa a disseminação, elevada ao quadrado, da estupidez no mundo) não se deve tanto aos méritos da República mas sim ora aos avanços da medicina, ora ao retorno dos colonos (a vacinação em massa e a descolonização).
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E pensar que a coisa até começou bem. Com um crime.
Como as grandes fortunas, segundo Balzac.
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4 comentários:

Rogério Pereira disse...

Blogando espalharei por toda parte, Por tanto me ajudar o seu engenho e arte...
(irei colocar seu endereço
em todos os amigos que conheço)

Boa?

Fernando Campos disse...

caro Rogério,
desvanece-me a sua generosidade.
Assim seja.
Bem haja.

maiuka disse...

O Rogério lá no seu blogue chama-a de malcasada. Venho só dizer-lhe que é um excelente "boneco" e a minha legenda seria "O bemcasado"

Fê-blue bird disse...

Blogue que o amigo Rogério recomenda eu sigo!
"Ai laique dize! " ;-)

Bjos