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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Pacheco, o pessimista irrequieto


Só se pode ser pessimista e agir como pessimista, até porque a ideia de que os pessimistas não fazem nada é típica dos optimistas na sua beatitude José Pacheco Pereira
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Esta espécie de efígie, ou caricatura, saiu-me assim, abrupta, depois da surpresa que foi a leitura deste texto, assustadoramente lúcido - vindo de alguém ligado a um aparelho partidário dominante, estrela da comunicação social “reverente”, enfim ao milieu, ao reino dos good felas

“(…)Portugal está cheio desta ordem do mando, como há muito tempo não se verificava. Ela está no PS, no PSD, no PP, no PCP e no BE, ela está no Governo dirigido por um conducator tecnocrático, autoritário e vingativo, para quem a liberdade e a democracia são valores menores subordinados à eficácia e ao culto do progresso, ela está numa comunicação social reverente e cada vez mais condicionada por agentes de comunicação profissionalizados, ela está numa economia tão dependente do Estado e do governo que se organiza mais para a influência junto ao poder do que para a competição, ela está numa sociedade civil tão dependente que não gera espaços de liberdade.QUEM FICA MAIS POBRE DEVAGAR ACEITA CADA VEZ MAIS O MANDOPorque é que já estivemos melhor e agora estamos pior e há retrocesso? Porque estamos a ficar mais pobres, com menos esperança, mais presos ao pouco que temos, mais confinados ao mesmo espaço minúsculo, todos em cima dos bens cada vez mais escassos a patrulhar para que os outros não fiquem com eles. Estamos a pagar o preço de um modelo “social” único, de uma Europa única, de um pensamento único que racionaliza este caminho para a pobreza como não tendo alternativa e pune a dissidência.Só se pode ser pessimista e agir como pessimista, até porque a ideia de que os pessimistas não fazem nada é típíca dos optimistas na sua beatitude.”20/11/2007 - 10:48 (JPP)
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1 comentário:

Ana Borges disse...

Mais uma caricatura louvável, cada vez que vou conhecendo o seu trabalho cada vez estou a ficar "mais apaixonada" por ele, no bom sentido claro. Eu sei, através do meu marido, que o Sr. tem um expólio notável, ele também é seu fã. Fique com a promessa de nos ter ai um dia destes.
Ana Borges