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terça-feira, 5 de junho de 2007

bacanal

natureza-morta com máscaras e frutos
(Acrílico s/tela 53x45 - 2002)

Um divertimento. Uma composição algo sardónica, como compete às mascaradas.
Um amigo, o pintor Jean-Baptiste Garon, viu neste quadrinho algumas afinidades com James Ensor e o seu sarcástico mundo non-sense de máscaras humanizadas. E é bem capaz de ter alguma razão. Existe latente, nesta imagem, um certo espírito flamengo, subversivo e carnavalesco.
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2 comentários:

Afectos disse...

Para si como traduziria o "nada" em pintura? Em branco? Em preto? Em cores indefinidas? Numa cor específica?

Fernando Campos disse...

Perguntas difíceis, requerem respostas impossíveis... Na pintura, como sabe, confrontamo-nos com superficies, limitadas por 4 lados (de nada), onde temos que pôr "tudo". O trabalho do artista, concentrado no "todo" com todas as suas partes, é um trabalho "objectivo", não deixando muita margem para cogitações niilistas e outras perplexidades.Por outras palavras: quando enceto um quadro, é porque sinto que tenho "algo".
Nunca me ocorreria fazê-lo quando tenho "nada".