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domingo, 11 de fevereiro de 2018

O desembargador Rangel

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Uma gripe das antigas, um frio de rachar e as podas anuais não me têm disposto à actualização do blogue. Não, porém, por falta de assunto. Embora o absurdo em que se tem convertido toda a actualidade me tenha prostrado num estado de perplexidade que também tem contribuído para que não me ocorra nada de jeito a propósito: da baba de banalidade dos abraços e dos beijinhos do Marcelo; da Cristas muito evita, perón-preocupada com o abandono dos velhinhos descamisados; de uma opinião pública formatada por um meio de comunicação que pertence ao mesmo grupo económico das transformadoras do eucalipto que transformaram o rio Tejo num esgoto infecto; da farsa abstrusa e indecorosa do sempre renovado plantio massivo de eucalipto; da comédia bufa da justiça com o seu espião condenado por espionagem, os seus advogados vedetas de televisão, os seus procuradores julgados por corrupção e os seus juízes investigados por vender sentenças, etc., etc.
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Por hoje fiz-vos o retrato do desembargador Rangel e o seu saquinho azul. Apesar de tudo são tempos óptimos para o humor. A verdade, porém, é que não sou o que chamam um humorista, não ganho a vida divertindo os outros. Só me sirvo do sarcasmo porque o homicídio é ilegal (sou um cidadão cumpridor das normas, enfim, estabelecidas).
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2 comentários:

cid simoes disse...

Estou mais descansado, saúde da boa!

Rogerio G. V. Pereira disse...

Abafa-te
Avinha-te
Abifa-te

e para teu descanso
te digo
que sarcasmo não é pecado
embora não seja garantido
que ao céu serás bem-vindo