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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O outono, no meu jardim

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Os jardins também se desenham. 
Embora não seja nenhum Le Nôtre (não sou obcecado pela simetria e pela grandiloquência) também sei usar um cordel e escolher as espécies; mas gosto mais de observar, aproveitando os acasos.

O esplendor do meu jardim (se assim lhe posso chamar) é no Outono. 
É quando o desenho mais acentua os contrastes cambiantes e as cores explodem entre as sombras. É uma alegria breve, bem sei. Trata-se de uma beleza funesta, perecível. Sobressaltos de prazer em pequenas sensações (mais aqui). Puro deleite para contemplativos dados à reflexão. 
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1 comentário:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Farei
tudo o que posso e sei
para que em teu jardim
passe um rio

sereno
seguindo
o rumo certo