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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Foda-se.

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Conheço a tanga dos racionalistas. 
Vão-nos levantando obstáculos racionais e o que acontece é que se cagam de medo. 
Quando há demasiado cérebro é porque há poucos tomates. Entendido?

Manuel Vasquez Montalbán, in As termas

António Guerreiro publicou, no jornal Público de 10/7/2015, uma interessante reflexão sobre o “novo realismo”.
Trata-se de uma arguta e assertiva observação crítica da “nova” atitude filosófica que tão bem caracteriza e define muita da solene “sensatez” dos políticos do arco-da-governação e da maior parte dos opinadores avençados da nossa imprensa dita “de referência”.
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O que se passa contudo com o senhor Tsipras não me parece que se possa considerar uma adesão sem reservas a essa “nova” atitude moral e filosófica. 
Não, o Syriza não caiu na “real”, embora tenha embarcado em bizarros mind games com esse doutor Strangelove que é o senhor Shäuble. E também não me parece que o pobre Alexis seja um “conservador cínico e trocista”.
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Penso que é muito mais prosaico do que isso. Acho que o coronel Villavicencio, a banhos nas termas de Montalbán, tinha razão: quando há demasiado cérebro é porque há poucos tomates.
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1 comentário:

cid simoes disse...

O conto-do-vigário em grande escala.