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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

o mandatário do candidato ataíde

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Cada terra tem seu uso e cada roca tem seu fuso. E é suposto que cada candidato tenha também seu mandatário.

Na Figueira da Foz, os candidatos têm por uso escolherem para mandatário alguém que, a seus olhos, encarne o conceito de prestígio que cultivam. De modo a que algum do suposto “prestígio” do mandatário recaia sobre o mandatado. Acham que isso lhes trará o sucesso.
O “sucesso”, para os pacóvios locais, aproxima-se muito da ideia que fazem de “prestígio”. Assim, o candidato almeida escolheu para seu mandatário uma ex-vereadora sucialista que integrou a equipa de Aguiar de Carvalho, cuja gestão o candidato almeida combateu e considerava a origem de todos os males do concelho e arredores.

Já o seu adversário, o juiz Ataíde, acaba de escolher para seu mandatário o escritor Gonçalo Cadilhe. O sobrinho de Miguel Cadilhe (de quem também já vos falei aqui). Sim, esse. O mesmo Gonçalo que há apenas quatro anos deu o seu “apoio total” à lista de Duarte Silva, adversária de João Ataíde, onde pontificava o actual candidato almeida.
-Confusos? Eu explico.
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Gonçalo Cadilhe é aquele tipo de escritor de causas fofas e bons sentimentos que defende o ambiente e o património e que, de um modo muuito geral se manifesta contra aquela ideia de urbanismo muito em voga em autarquias dirigidas por políticos dos partidos do candidato almeida e do candidato ataíde (digo de um modo muito geral porque ele não se pode debruçar de modo muito particular sobre as peculiaridades do urbanismo da sua terra natal por motivos profissionais - anda sempre em viagem).
Surfista amador, viajante profissional e escritor da moda, ele volta de quatro em quatro anos à sua terra natal - para uma banhada nas frescas águas do seu atlântico, para surfar a sua onda e, naturalmente, apoiar o seu candidato.
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Em 2009, por exemplo, deu o seu “apoio total” a Duarte Silva - já depois deste patrocinar (ou facilitar, ou assistir sentado e não fazer nada contra) o repugnante negócio do Galante. E também já depois de Duarte Silva assinar com os pés (com o sinistro José Miguel Júdice) o nefando negócio que iria transformar o Paço de Maiorca num hotel de charme e o transformou num pesadelo assombrado pela estupidez.


Todavia em 2013 Gonçalo viu algo em João Ataíde (o candidato contra quem ele apoiou “totalmente” Duarte Silva em 2009) e por isso aceitou mandatar a sua candidatura. 
Pode ser que algum do seu prestígio de escritor de sucesso se venha a derramar sobre o seu mandatado. E que este venha a ter o mesmo sucesso que, sei lá, Duarte Silva, em 2009.
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1 comentário:

Rufino Fino Filho disse...

Mandatário, será alguma aglutinação de manda+no+otário?