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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pedro Cabrita Reis

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Pedro Cabrita Reis é um artista português que vive e trabalha em Lisboa no circuito internacional da arte contemporânea, tal como Joana Vasconcelos (de quem já me ocupei aqui).
Também já representou Portugal na Bienal de Veneza. Além disso também é artista d’intervenção, pois então, e tem-se destacado por intervenções artísticas em espaços públicos, a exemplo aliás de muitos outros artistas do mainstream nacional. O mecenas destas intervenções no património público, a EDP, é aliás um fenómeno único nos anais da economia de mercado: trata-se de uma empresa privada que pertence a um estado, no caso o chinês. Ameizingue, não?
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Deve aliás ter sido por isso mesmo que, na intervenção que fez, por encomenda da EDP, na barragem da Bemposta, o artista, com alta precisão, mandou pintar aquilo tudo de amarelo. Só pode.
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Já eu fiz-lhe um retrato apenas com a precisão possível, que enviei para o XV Salão Luso-Galaico de Caricatura- Douro 2013 e cujo tema era "O Património Arquitectónico da Região do Douro" (na sua vasta expressão de intervenção humana na estrutura geográfica, nos seus monumentos megalíticos, medievais, barrocos… ou mesmo contemporâneos ou caricaturas de arquitectos que por aqui deixaram obra).
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Fiquei ontem a saber que venceu o prémio especial do júri Correia Dias. Antes que o ministreiro das Finanças comece já a salivar, adianto que se trata apenas de um prémio honorífico (ao que sei recentemente instituído) de que muito me orgulho. Ou seja, não é amarelo (um dos requisitos do concurso era a restrição ao preto-e-branco) mas também é belo.
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2 comentários:

Luis Filipe Gomes disse...

Francamente, assim também é demais! Então nem o P.C.R. escapa?!
O homem é um artista moderno conceituado, um criador! Assim tipo mentor de projecto, ou mestre-d'obra, ou gestor de empreitada assim como os artistas da Renascença com aqueles discípulos todos.
E depois...
Depois de tanto tubo de néon na bienal de Veneza quem é que a edp havia de arranjar melhor para representar-se.
E depois qual é a do amarelo? Ali tá bem de ver ou clarinho como a água, ou branco como a prata ou amarelo comó Sol e foi assim comó Sol.



Felicitações pela distinção.

cid simoes disse...

Até eu que não sei pegar num lápis fiquei orgulhoso com tão atrasada distinção.