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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Gárgula


Gárgula, 2006
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Os dias são curtos, húmidos e soturnos. O frio entra pelas frinchas, até aos ossos.
Os reflexos sombrios desta luz grisalha e gelada são propícios à introspecção e à melancolia; mas também, aqui e um pouco por toda a parte, ao crime e a toda a espécie de atentados.
Foi num dia destes, a olhar para dentro, que eu fiz esta espécie de gárgula. Com areia, cimento e algumas pedras.
Agora está lá fora, no meu jardim. A ver passar dias assim.
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1 comentário:

paula vidigal disse...

podias ir postando, mais de vez em quando, as pequenas-grandes obras que vais fazendo - consoante o tempo, o clima e o estado de espírito - no teus domínios.
Essa gárgula até que é bem simpática, o mau tempo faz-te criar seres simpáticos.