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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Desenho 4, Janeiro 1982

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Neste, um pequeno apontamento de uma odalisca de Matisse e um estudo, todo em volume, de um torso feminino.
Ainda Henry Moore e reminiscências da escultura africana.
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Desenho nº35, 1980

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(lápis s/papel)


De volta aos meus velhos papéis.
Este esboço de uma maternidade é de uma época em que o meu trabalho sofreu um forte impacto da escultura, sobretudo de Henry Moore. A preocupação com o volume e sobretudo com a forma orgânica é uma constante bastante evidente neste, como noutros da mesma época.
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domingo, 7 de outubro de 2007

Estudo p/ retrato de V. Van Gogh, 1982

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(lápis s/papel)
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Este pequeno apontamento é o único "sobrevivente" de todos os estudos que fiz para um retrato de Vincent Van Gogh, que pintei por volta de 1987, salvo erro, e que posteriormente ofereci a um amigo, o pintor Paulo Diogo.
O desenho possui uma intensidade “silenciosa” e densa que falta à pintura, apesar da cor.
Do quadro, contar-vos-ei um dia destes.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2007

o adivinho (estudo),1982

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Este pequeno desenho é o único “sobrevivente” dos vários estudos que fiz para uma pintura que executei em 1985, e que já não existe. Tratava-se de um perscrutador do futuro.
O assunto é a “leitura” de presságios nas entranhas de um animal sacrificado. Fascinavam-me, aos meus vinte anos, o “sadismo” e a ingénua brutalidade de algo que cheguei a presenciar, na infância.
Hoje, do “futuro” que tentava perscrutar na época, tal acto já não se me afigura sequer sádico e muito menos ingénuo. Apenas humano.
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domingo, 23 de setembro de 2007

O pintor e o modelo, 1986

“Se pensarmos bem, há muito poucos temas. Estão sempre a ser repetidos por todos. Vénus e Amor transformam-se na Virgem Maria com o Menino Jesus, estes em Mãe e filho, mas o tema é sempre o mesmo. Deve ser maravilhoso inventar um tema novo. Van Gogh, por exemplo. Algo tão quotidiano como as suas batatas. Ter pintado isso – ou as suas velhas botas! Isso foi realmente algo importante.”
Pablo Picasso


Se pensarmos bem, há muito poucos temas. Estão sempre a ser repetidos por todos. Vénus e Amor transformam-se na Virgem Maria com o Menino Jesus, estes em Mãe e filho, mas o tema é sempre o mesmo. Deve ser maravilhoso inventar um tema novo. Van Gogh, por exemplo. Algo tão quotidiano como as suas batatas. Ter pintado isso – ou as suas velhas botas! Isso foi realmente algo importante
Pablo Picasso
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Eis um desenho, de uma série de Outubro de 1986, que achei entre inúmeros que fui acumulando ao longo dos anos, em pastas e que tenho estado a digitalizar para “animar” este sítio em "postais".
São todos apontamentos muito sumários e rápidos mas, agora que os encontrei, pode ser que se transformem em algo mais elaborado.
O tema é o pintor e o seu modelo. Os artistas desde sempre se socorreram de um reportório limitado de temas para desenvolverem a sua maneira.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

desenho 8, Março - 1984

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O estudo de um devaneio. Auto-retrato e fantasia. A Carvão e café.
Não sei se do café, se dos vinte e três anos que já me separam deste desenho, mas hoje escapa-me a transcendência (deliciosa) do pormenor do lápis atrás da orelha, à carpinteiro.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Desenho 23-24-25 fev/1981

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Mais um desenho “de bolso” que fui resgatar a uma das minhas pastas de “arquivo”. Este é de Fevereiro de 1981, e ainda conserva os vincos das dobras da “arrumação”. Data do tempo das minhas deambulações pelo Porto e dos meus devaneios com a forma e a sua projecção tridimensional, das aulas de desenho com Sá Nogueira na Cooperativa Árvore e da minha fascinação por Henry Moore e Picasso.
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sábado, 28 de julho de 2007

4 velhos desenhos

De volta ao sítio, após uma “avaria nas máquinas”.
A "estória" do Lorvão ficou detida no computador enguiçado.
Fica prometida.

Tenho uma grande dificuldade em compreender este facto: como é possível querer impor uma “visão”, se não é feito o esforço para tornar “visível” essa intenção? Já aqui lastimei a pouca consideração que os pintores, na actualidade, têm pelo desenho.

E creio, como Vasari, que o “desenho está para a arte como o raciocínio para a filosofia: quem desenha bem, é porque pensa bem”.


Eu, desde sempre, aprecio o carácter de “rascunho” de certos desenhos. Ainda hoje me agradam os desenhos dos escultores. Ou dos arquitectos. O desenho funciona para eles como uma ferramenta que os ajuda a visualizar os projectos, uma espécie de “bengala de memória”. Nem eles os consideram ”arte”, e não o serão, no sentido de “produto acabado”, mas têm, creio, uma espontaneidade e uma “energia” que escapa, amiúde, à obra acabada. Talvez porque o desenho registou, na primeira impressão, o sentimento primordial, o “gesto sincero” que despoletou a ”sensação” e potencia todas as emoções.


Vem isto a propósito de, quando jovem, eu querer ser escultor. Estes bosquejos antigos foram tentativas de visualizar o meu motivo. Neste caso o corpo. Feminino. Aqui ficam como testemunho de um devaneio. Têm a ingenuidade da juventude (o mais antigo é de 1977) mas uma frescura e uma energia que ainda me cativam.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

o festim do fauno, 1989


Ainda um dos desenhos (lápis sobre papel) da suite que fiz em 1989.
Este é desenho que esteve na base de duas grandes telas que executei nesse ano e que um destes dias vos mostrarei.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Desenho 2, 8/1986

(lápis s/papel - Outubro, 1986)

Este é um esboço rápido, dos que faço muitas vezes como apontamento de ideias, (para que não me esqueça).
Devaneios, experiências, projectos de pintura… Neste caso, ficou o apontamento.

sábado, 16 de junho de 2007

quarta-feira, 23 de maio de 2007

o festim do fauno





















Assim se chamava uma pintura que fiz já há um bom par de anos, (1989). Mais tarde pintei uma segunda versão que ofereci a um amigo como prenda de casamento…
O espírito dessas pinturas estava ainda numa série de desenhos a lápis sobre papel, executados posteriormente e com os quais cheguei a fazer uma exposição nos Serviços de Turismo da figueira da Foz. Estas reproduções, que agora vos mostro, não o são dos originais (alguns oferecidos, outros perdi-lhes o rasto…) mas sim de uma série de fotolitos que na época mandei fazer não me lembro já para que fim…

quarta-feira, 16 de maio de 2007

domingo, 6 de maio de 2007

Desenho 11, 1981


(lápis s/papel 10x15 – 1981)
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Eu não gosto de desenhos à vista, acho-os sempre artificiais no seu esforçado ensejo de se parecerem com o natural e sugerem-me sempre frios levantamentos, topografia…
Prefiro o que vem de dentro (do subconsciente?), enfim, de qualquer local, vago, onde as referências são muito mais precisas do que a imitação do natural ou do que qualquer exacta constatação de acidentes e volumetrias.

Hoje é o dia da Mãe.
Esta é a minha.
É um desenho avulso que descobri incluído num caderno de 1981.
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Trata-se de um que fiz de memória numa época em que eu estava longe.
Aqui fica, para ela.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

vintecinco


Um desenho para hoje, a pedido do António Agostinho, para o seu blogue, o OutraMargem. É assim: como estou impossibilitado de utilizar o meu scanner, que está avariado, desenhei-a aqui no paint…
Quem não tem lápis, desenha com rato!
Ó pra ela, só lhe falta voar…
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sexta-feira, 20 de abril de 2007

Desenhos 1 e 10 (1981)

Estes são pequenos papéis soltos que, amiúde, me enchem os bolsos, assim como um lápis (e um pequeno canivete, sempre, hábitos de infância). Servem para apontamentos e esboços. Alguns, depois de esvaziar algibeiras para uma qualquer gaveta, aí ficam anos até lhes pegar e olhar para eles de outra forma…
São do tempo em que eu não tinha dinheiro para moleskines. (agora, como então, também não tenho é paciência para senobeiras carotas!...)

Ainda guardam os vincos da dobragem para caberem nos bolsos! São papéis ordinários, muitas vezes folhetos de publicidade, o nº10 trata-se mesmo de um flying do Bazar 101, de 1981! (olha, uma curiosidade para o meu amigo Carlos Freitas, do ubelogue, sempre dado às curiosidades históricas).
Saravá, Freitas!

terça-feira, 10 de abril de 2007

Págs. 12 e 18 do bloco de desenhos 1981

Eis dois esboços de juventude, (eh lá, já posso ir dizendo disto!) de Janeiro de 1981, Porto.
Na época, frequentava aulas de desenho, à noite, na Cooperativa Árvore, no Porto, com o pintor Sá Nogueira (recentemente falecido) e vivia fascinado, a toda a hora, com os desenhos de Henry Moore, o grande escultor britânico (julgo que se nota!)

O nº 18 é um trabalhinho de casa, porque as poses, nas aulas com modelo vivo não eram tão descontraídas! (pudera, nem uma série de radiadores a gás desmoralizava o frio que entrava por todas as frestas do velhinho edifício de granito por detrás do tribunal da Cordoaria…).




quinta-feira, 29 de março de 2007

Autoretrato “electrónico”

Este é o meu primeiro desenho feito inteiramente no computador. E daí, dizeis vós…
É que, até à muito pouco tempo eu fugia dos computadores como o diabo da cruz. Sentia uma verdadeira alergia a estas “coisas”. Até que o meu amigo Agostinho me desafiou para participar no seu blogue, o OutraMargem, com umas caricaturas (ou charges, ou cartoons)…
Agora, lá me vou familiarizando com estas tretas, e até já tenho um bloguezinho, só pra mim.
Aqui está um exemplo das minhas experiências com o Paint.
(Eu começo sempre com a minha própria imagem, quéprucausadascoisas…)
Parece acupunctura


(Imagem de mapa de bits- Janeiro2007)