.

Mostrar mensagens com a etiqueta Geral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Geral. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 28 de março de 2008

aniversário


Quando, há um ano atrás, me propus criar este blogue, entendia-o como um veículo de divulgação do(s) meu(s) trabalho(s) e propunha-me escrever o menos possível, avesso que sou a justificações. Penso que a explicação do visível é sempre redundante e, por isso, ridícula e pretensiosa.
Fui fazendo dele uma espécie de diário de atelier, reflectindo sobre o meu trabalho, tentando enquadrá-lo sem, espero, jamais o justificar ou dar chaves para a sua interpretação.
Também, e “atento ao rumor do mundo”, comentei, talvez de modo demasiado adjectivado, alguns fenómenos exteriores que reclamaram a minha curiosidade, indignação ou mesmo perplexidade.
Peço-vos perdão, amigos que me visitais, por algum exagero menos reflectido.
Espero continuar a merecer a vossa paciente atenção.

terça-feira, 25 de março de 2008

A expo do nacional

Como prometido, aqui estão algumas fotos da exposição do Restaurante Nacional. Como o restaurante tem duas salas, este fim-de-semana “trocámos” as exposições.







sexta-feira, 21 de março de 2008

a princesa e os elefantes do marajá

(mão, sol, elefante, esferográfica s/papel)

Tem onze anos e é muito dotada para as matemáticas, as ciências, as letras. E o desenho.
Tímida e introvertida, desde a mais tenra infância que desenha. Muito, compulsivamente, como se ao fazê-lo quisesse apoderar-se do mundo a que dá corpo com os seus traços. Desenhos precisos, delicados, cirúrgicos de minúcia.
Uma vez, confessei-lhe que o meu animal preferido era o elefante.
A partir de então, quando quer fazer-me um agrado, desenha-me um elefante. Mas não daqueles graves e pesados elefantes africanos da minha melancolia, não. Os seus elefantes são delicados, graciosos, de um humor ingénuo e transbordante, preciosos de pormenores, de mistérios, de atavios e ornamentos, dignos da exuberância e da majestade dos séquitos dos mais afortunados marajás.
.
Antes de ontem, foi o Dia do Pai e ganhei mais um elefante.
Não há, nem nunca houve, nem haverá, em toda a Índia ou nos devaneios coloniais mais desvairados de um qualquer Kipling, um marajá com um séquito como o meu.
.

sábado, 8 de março de 2008

Hoje é à mesa


Sete e pico, oito e coisa, nove e tal.
Enfim, será mais ou menos pla hora de jantar que inauguraremos (eu e o meu amigo Jorge Rodrigues) a exposição que será a 92ª edição de “A Arte serve-se à mesa”, iniciativa que teve início em 1999 e já envolveu setenta e seis artistas.
No Restaurante Nacional, na Rua Mário Pais nº12, 1º - Coimbra.
Estão todos convidados. Depois mostro fotografias.

segunda-feira, 3 de março de 2008

um esboço feliz





.

No dia 15 de Novembro fiz este esboço de um pessegueiro.
Vejam o que acontece, na Primavera, com os desenhos felizes.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Kissonde

(clicar para ampliar)
.


Kissonde é nome de povoado do Kwanza-Sul, perto de Malanje, mas também a designação Kimbundo de uma formiga muito abundante em Angola. Mas não é uma formiga qualquer…
Dorylus Terrificus é o nome científico desta formiga vermelha, temível pela sua picada muuito dolorosa.
A escolha do seu nome para título de um novo jornal de humor gráfico parece-me todo um programa… Um bem achado e auspicioso programa.
A sociedade angolana que agora ressurge, parece-me, bem necessita de riso e do humor que despertem a inteligência, amenizem as malambas e tudo relativizem, salvo a consciência crítica.
Espero que os alvos do Kissonde, os poderes fácticos instituídos, não reajam como os alvos da formiga, ou seja, como habitualmente: com o recurso ao DDT.
Um abraço ao Kissonde e a todos os kambas que o fazem.
Uma longa vida e muitas picadas… a doer!
,

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Até já



Agora estarei menos por aqui.

Entre outros trabalhos, estou a preparar a exposição que tenho marcada para Março, no Restaurante Nacional, em Coimbra, em parceria com o meu amigo Jorge Rodrigues.

Deixo-vos com uma vista da porta do meu atelier.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Agora é Tomar

Foto daqui

Está em curso uma Petição, já com muitas e prestigiadas assinaturas, contra a possibilidade do “desmembramento” do conjunto patrimonial do Convento de Cristo em Tomar.
Pode conhecer o texto e assinar aqui.
Não conheço as intenções dos idiotas de mais esta engenharia cultural, mas nada me espanta que esteja em preparação mais alguma oferta pública, de mão beijada, do Património à “iniciativa” privada. Talvez do ramo da hotelaria… Ou do turismo e recreio...
Confesso que não tenho grande fé nestas iniciativas, aliás como na maior parte de outras. Mas é importante assinar. Para que seja notório, até para os imbecis, que a discordância com a estupidez existe. E tem Nomes. Assinam em baixo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O anjo das pernas tortas


Devem perguntar-se que faz o futebol neste blogue.
Isto não é futebol. É a magia da infância, o fascínio do milagre. O triunfo da Utopia.
A festa colectiva da alegria inocente.
É Arte. Eleva os espíritos.
E redime-nos deste entretenimento mercenário, meio sórdido meio bufão e programado que conhecemos hoje como futebol.
Isto é Garrincha.
Passam 25 anos que morreu Mané Garrincha, o anjo das pernas tortas.


(Nesta imagem, da Copa do Chile, Mané está rodeado por quase todo o México. Os que faltam, estão quase a chegar, por isso não ficaram na fotografia.)

Vejam o que dele disseram Vinícius de Moraes, Eduardo Galeano e Nelson Rodrigues.
.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

João Abel Manta


João Abel Manta é um dos maiores artistas portugueses do século vinte.
Um grande artista com uma vasta obra diversificada (arquitectura, pintura, ilustração, etc.), quase secreta e desconhecida. “(…)não é uma pessoa de sociedade, não gosta de se ver misturado nessas multidões de intelectuais que rodeiam os governos, que se mostram nas inaugurações, que comem e bebem nos cocktails. Tão pouco gosta de mostrar a sua obra ao público, nem mesmo aos amigos. A obra é uma criação sua que só mostra ao público quando as condições são adequadas, ou quando sente necessidade, o que costuma ser raro.”
.
A parte da sua obra que é mais conhecida do grande público é a sua vertente gráfica. Ficaram célebres as Caricaturas portuguesas dos anos de Salazar e os cartazes da revolução (MFA).

«Sou um pintor que em determinado período político do País, senti a necessidade de me expressar pelo cartoonismo, mas a minha luta de há dez anos para cá é sair da lista dos cartoonistas, já que nunca fiz o autêntico cartoonismo, que é uma anedota com um boneco. É uma profissão de que me sinto desligado, porque está a ser exercida de uma forma absurda, rastejante.»

A Humorgrafe, (link aqui ao lado) do crítico e especialista em caricatura e cartoon, Osvaldo de Sousa, e o BDJornal, publicação especializada em banda desenhada, estão a promover uma homenagem a João Abel Manta, a propósito do seu 80.º aniversário, que se cumpre a 29 de Janeiro de 2008.


Os trabalhos deverão ser entregues até final de Janeiro, estando já garantida uma exposição dos mesmos, no CNBDI - Centro Nacional de Banda Desenhada e da Imagem da Amadora e a sua edição num catálogo evocativo.
Até que enfim algo de jeito, uma verdadeira homenagem a um verdadeiro artista, num país onde elas costumam ser póstumas e onde prolifera a promoção quotidiana e impune da nulidade pedante e de outras mediocridades.
.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Conheça o mundo


(clicar nas imagens para ampliar)

Estes “gráficos” correram mundo através de correio electrónico como um trabalho intitulado "O Poder das estrelas", atribuído ao diplomata norueguês Charung Gollar (ONU – 2005), supostamente como uma apresentação do estado do mundo em 2004.
Pode ver mais aqui.
Na realidade são um trabalho de um publicitário brasileiro chamado Ícaro Dória, para a revista portuguesa “Grande Reportagem”, em 2004.
Sem dúvida muito criativo. Uma peça de arte de marketing político… Mas apesar disto os dados são reais, “foram tirados dos sites da Amnistia Internacional e da ONU.”
Ele explica tudo, aqui.
Uma pena o “estudo” não incluir a bandeira de Portugal estrelando dados, com certeza também muito interessantes…
.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

fala do ex-recluso



Como no ano passado assinou de cruz e indultou um infeliz que andava a monte, Cavaco neste natal não fez por menos: das cerca de seis centenas de propostas de indulto que o ministro da Justiça lhe pôs à frente, o Presidente assinou apenas seis!
O que faz deste o ano em que a Presidência concede menos perdões de pena, pelo Natal.
Mas ofereceu gravatas.Boas Festas aos happy few!Quanto ao boneco, é um velho desenho (que ficou inédito), do tempo do jornal A linha do Oeste, que agora refiz no paint e ao qual acrescentei o chiste. E a gravata.
.
.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Os sítios dos outros

No telejornal do Daniel Abrunheiro, ficamos a saber (entre outras coisas), o que o pai adoptivo da Esmeralda devia perceber, para tudo lhe correr melhor.


Pitigrili conta e mostra alguns presentes envenenados, emblemáticos das peculiares ajudas à África. E outros negócios em expansão.

Ferreira dos Santos explica que a economia não arranca por causa destas prestações dos nossos empresários.


Ah, e vejam este apontamento do natural de Kap, o cartoonista do La Vanguardia, de Barcelona.

domingo, 2 de dezembro de 2007

A deposição de Tiepolo: 1.5 M € + 20%



.
Permito-me editar o seguinte comentário de um leitor da edição online do Públco a respeito deste assunto.
“O estado teve a oportunidade de comprar este quadro de Tiepolo, supostamente um dos mais valiosos (ou "relevantes", como está na moda dizer entre os historiadores de arte) em Portugal, directamente aos proprietários, a um preço bem mais razoável. Não o fez. Mas bastou uma notícia na televisão para, a pretexto do medo bacoco e provinciano de que uma obra de arte italiana "fugisse" do país, que um representante do Ministério da Cultura licitasse o valor mais alto alguma vez dado por uma obra de arte em leilão em Portugal (1.500.000 €) acrescido de 20% para o leiloeiro (será que este tem um primo que trabalha na RTP?). Entretanto os museus estão à míngua, e as igrejas e sítios arqueológicos são saqueados por quadrilhas internacionais. ” Sérgio Carneiro, Chaves
.
.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Esconjurar demónios

.


.
Está a decorrer uma recolha de assinaturas online para a instalação, em Lisboa (Largo de São Domingos), de um Memorial às Vítimas da Intolerância, evocativo do massacre judaico de Lisboa de 1506.
Assine aqui.
Eu já assinei. Porque sim.
.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

vejam bem

.


A ministreza da cultura, srª drª Isabel P. de lima acha que "É de um provincianismo atroz pensar que só se qualifica a cultura mostrando o que é nosso. Isso é serôdio e provinciano".
Vai daí, para encantar basbaques pindéricos e o jetset da Caras ou quejandos, gastou uma pipa de massa nas rendinhas e ouropeis dos Romanov do Hermitage, fez um negócio asinino com o grossista madeirense da bolsa, o grunho berardo e, não contente, prepara-se para inaugurar mais três museus já em 2008.
Enquanto isso…
.
.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Villafranca de los Barros

.
(acrílico s/tela - sem título, Sandra Ferro)

Em finais de Agosto, uma vintena de associados da Magenta participaram em dois concursos de pintura em Villafranca de los Barros, um município com cerca de 12 mil habitantes, na Extremadura espanhola, quarenta quilómetros a sul de Mérida e oitenta de Badajoz.


Estes eventos, organizados por duas forças vivas do povoado, a Cooperativa de vinhos (Villafranca fica no centro de uma extensa região vinhateira), e o Centro Recreativo e Cultural, conseguiram aliciar artistas de toda a Espanha e de Portugal.


Foi a mim, como membro da direcção da Magenta, que me calhou levar as obras a Villafranca e testemunhar o vigor económico e cultural e o optimismo convicto de uma região muito semelhante pela geografia, clima e condições endógenas ao nosso abandonado e derrotado Alentejo mas muito diferente da nossa Figueira da Foz, cujas condições naturais para o desenvolvimento económico, social e cultural nos permitiriam almejar um outro patamar de desenvolvimento e elan cultural, não a apagada e vil tristeza que um fugaz contacto com a energia extremenha proporciona.


Tudo isto para vos dizer que está patente na galeria da Magenta, até ao fim do mês de Novembro, uma exposição dos quadros dos associados da Magenta que participaram nesses dois concursos-exposições, em Villafranca de los Barros, excepto um: o de Conceição Mendes, que venceu o 2º prémio e foi adquirido pela organização. Estão todos os outros, incluindo os três que mereceram menções honrosas: Miguel Oliveira, de Cucujães; e Gonçalo Mexia, de Lisboa e o magnífico e vigoroso abstraccionismo expressionista de Sandra ferro, de Aveiro, que ilustra este postal.
.
.